1.12.09

50 strippers and a pound of blow

Uma vez alguém disse que você só pode falar mal do Brasil se for brasileiro e estiver em território nacional. Essa idéia foi muito bem ilustrada por essa propaganda das Havaianas. É algo realmente impressionante a capacidade que brasileiro tem de não aceitar piadas e/ou comentários vindos de cidadãos de outras nacionalidades. Só pode falar mal quem é daqui, porque todos os que estão de fora jamais entenderão a realidade local. Já houve problema com editorial de moda com uns malandros vestidos de PM carioca, com episódio dos Simpsons e agora, a mais recente polêmica da série: Robin Williams e a tal piada das cinquenta putas e o meio quilo de pó no Letterman. Pronto. Basta uma piada sem graça para o prefeito convocar entrevista coletiva, o comitê organizador dos jogos de 2016 falar que vai processar geral, o Itamaraty emitir nota de repúdio, o governo brasileiro convocar o embaixador do Brasil em Washington e os caralho. Como pimenta no rabo dos outros é refresco, ninguém aqui fica constrangido ao fazer piadas sobre o país alheiro. Não levou 24 horas para as primeiras piadas de péssimo gosto pós 11/09 surgirem. Todo mundo aqui tem uma opinião extremamente forte sobre o governo Bush e sobre os Estados Unidos e os americanos em geral. E ainda assim não vemos americanos dando piti na televisão porque estão fazendo piada sobre eles. Nem vemos franceses, alemães, espanhóis, australianos, etc, dando chilique quando um episódio dos Simpsons sacaneia suas respectivas pátrias. Essa síndrome de vira-lata é coisa particular de país de terceiro mundo. Como você espera que o Brasil tenha a capacidade de participar do conselho de segurança da ONU de forma permanente se nem piada a gente consegue aguentar? Como podemos ser o grande país que ilustra capa da The Economist se caimos na pilha de qualquer celebridade média americana? Nessa piadinha, Robin Williams sacaneou muito mais a Oprah, a Michelle Obama e Chicago do que o Rio de Janeiro, se você parar pra pensar. E o RJ e seus governantes já fazem o suficiente para serem motivo de chacota sem o Robin Williams. Uma piada a mais ou a menos não vai mudar os fatos. Ao invés de subir nas tamancas, o sr. prefeito Eduardo Paes deveria arregaçar as manguinhas e trabalhar até ter certeza que a cidade tem tudo para sediar os jogos de 2016 sem passar vergonha. O governador deveria trabalhar até ter certeza que o estado do Rio de Janeiro consiga se sustentar e progredir sem ter que depender da grana que flui para os cofres públicos por conta da coincidência geológica que faz com que boa parte do petróleo nacional saia das águas profundas do mar que tem em frente. Ganhar dinheiro em cima de fatos ocorridos há milhões de anos atrás é mole. Quero ver é recuperar a indústria fluminense. Quero ver promover o turismo de qualidade no estado. Quero ver transformar a capital e o estado inteiro num local próspero e seguro. Tivesse a geologia sido menos generosa, o estado estaria falido. Quero ver prefeituras, governos estaduais e federal trabalhando para que toda a piada feita sobre o Brasil seja entendida como elogio. Se não fosse um país famoso por suas bundas e seus traficantes, essa piada de um "ator" de quinta categoria não teria sido feita. A hora é de calar a boca, engolir seco e melhorar. A fama é essa, agora deita na cama e não reclama. Afinal, se chiar resolvesse alguma coisa, sonrisal não morreria afogado.

24.11.09

O Emmy das Índias

Agora que o Jornal Nacional dedicou praticamente todo o seu bloco final à vitória da telenovela Caminho das Índias nos prêmios Emmy Internacional, resolvi aproveitar a deixa e fazer um análise semi-válida e quase factual dos 20 minutos que eu efetivamente gastei vendo os pais dos trigêmeos. Comecei vendo matéria de 2:01 minutos da simpática Cristina Serra sobre a visita do Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil. Bem treinada que é, Cristina Serra sabe muito bem dar ênfase a determinadas palavras-chave em sua reportagem, é só prestar um pouquinho de atenção ao video. Que me perdoe o Gabrig, que trabalha na casa, mas reporter tem que REPORTAR, não tem que ficar interpretando texto. Se vai expressar uma opinião oficial do meio de comunicação, que chame de editorial. Certo. Logo depois da matéria, hora do comercial. Como amanhã não tem rodada do campeonato brasileiro, escolheram um filme pra tapar o buraco e anunciaram a atração no intervalo do JN. O filme? Munique. A premissa do filme você conhece: Atletas israelenses são assassinados pelo grupo Setembro Negro durante as Olimpíadas de Munique em 1972. Ou seja, já que o Ahmadinejad estava no Jornal, vamos aproveitar o intervalo para fazer uma chamada pro o filme que exibiremos amanhã, que é sobre uns caras do Mossad caçando uns terroristas árabes. Tipo, só pra ilustrar, sabe? De qualquer forma, acho inusitada a situação.
Ok. De volta aos Emmy. Como falei, quase todo o último bloco dedicado ao prêmio que a novela da Glória Perez levou. Contei pelo menos uns 7 minutos de matéria no JN, mas a emissora dedicou mais tempo de transmissão ao facto. O Video Show classificou a noite da entrega do prêmio como "auspiciosa", só pra você ter uma idéia (esbarrei no vídeo do Video Show quando fazia uma busca pra saber se a Glória é Perez ou Peres. É Perez. Que nem o Shimon. Hehehe). A quantidade de cobertura que o facto gerou me intrigou e eu fui no site da International Academy of Television Arts & Sciences. Qual não foi a minha surpresa ao ver, logo na cara do site, os "partners" da Academia? Vê lá, do ladinho da Microsoft. Veja bem, não duvido nem um pouco que Caminho das Índias seja melhor que as novelas concorrentes do ponto de vista das ciências e artes televisivas. Aliás, aposto que é, dado que, em termos de novela, o Brasil está à frente do resto do mundo. Que nem no Jiu-jitsu. Tirando, é claro, a premissa ridícula, a representação equivocada da Índia e seus costumes e a canastrice peculiar do elenco. Certo, mas afinal, qual a importância desse prêmio? Ora, é o prêmio de maior prestígio da televisão mundial, segundo Willian Bonner. O que ocorre é que esse Emmy é faux Emmy. O Emmy, Emmy mesmo é oferecido pela Academy of Television Arts & Sciences, que é uma academia COMPLETAMENTE diferente da tal de International. Mas, se o Bonner diz que esse Emmy paraguaio é o prêmio de MAIOR PRESTÍGIO EVAR, eu acho melhor acreditar, afinal ele é o Bonner. E se o Bonner disse isso no JN, só pode ser verdade.

22.6.09

Set thursters back to idle and prepare for descent.

Há mais ou menos um mês eu recebi um simpático "Comunicado de Dispensa" do meu antigo empregador. Não digo que foi surpresa, mas não esperava que a coisa acontecesse da maneira que aconteceu. Sem entrar nos detalhes da ocorrido, todos os procedimentos foram executados de acordo: devolução dos equipamentos de propriedade da empresa, exame demissional, entrevista de desligamento, baixa na carteira de trabalho, homologação no sindicato, saque do FGTS e solicitação de seguro desemprego. Paralelamente a isso tudo, começou a busca pelo emprego perdido, o que, atualmente, é uma missão complicada e frustrante. Tal missão tem inclusive a capacidade de destruir a sua confiança na sua própria capacidade e de te deixar completamente estupefacto diante da falta de noção de alguns potenciais empregadores. "XPTO Senior, com 20 anos de experiência em 25 áreas de conhecimento completamente diversas. PhD no MIT desejável. Enviar CV com pretensão salarial para contratação PJ" parece ser uma coisa razoável para os recrutadores em geral. Algumas coisas nesse processo todo são muito estranhas, como por exemplo essa coisa toda da pretensão salarial. Se todo mundo fosse honesto, esse constrangimento poderia ser evitado por ambas as partes. Eu, enquanto candidato, tenho que adivinhar em qual intervalo o salário em questão se encontra. Minha real pretensão salarial é de, sei lá, um milhão de reais por hora, mas todos sabemos que isso não é compatível com o mercado atual. Se o recrutador fosse honesto, colocaria logo de cara quanto a empresa está disposta a pagar pelo serviço. Se a minha pretensão é x e a empresa quer pagar x/3, uma de duas coisas pode acontecer: ou eu nem me candidato, facilitando a vida do recrutador, ou eu aceito trabalhar por x/3, aumentando as opções do recrutador. Mas é claro que tem toda uma jogada entre uma situação e outra. Eu quero ganhar mais, a empresa quer me pagar menos. Simples assim. Pedir pretensão salarial é apenas uma maneira de jogar a responsabilidade de acertar o valor do salário que a empresa está disposta a pagar para o candidato. E não podemos reclamar, porque na visão geral, eu sou o maior interessado no emprego, não a empresa.
Outro efeito interessante da busca pelo emprego é que você começa a reavaliar todas as suas qualificações. Reavaliar não é exatamente a palavra, duvidar seria um termo muito mais adequado. Quando você percebe que as vagas pedem a certificação XYZ, conhecimentos amplos em praticamente TUDO e tudo mais que você possa colocar em uma vaga, eu, que já não estou nos meus melhores dias, tendo sido demitido e tal, começo a achar que eu não tenho absolutamente nenhuma qualificação para nenhuma das vagas ofertadas, o que me deixa ainda mais deprimido por provavelmente ter enganado a indústria por mais de 10 anos, trabalhando num ramo sem ter a menor qualificação. E isso gera um paradoxo interessante, porque quando empregado, as pessoas geralmente acham que estão cercadas de idiotas e pensam como uma empresa consegue funcionar com tanto imbecil junto. Pelo visto é tudo uma questão de postura mesmo. Quando você está empregado, você está confiante e pensa que é a melhor pessoa no seu respectivo ramo de atividade. Quando o desemprego bate à sua porta, você, que sempre achou que era o bom, começa a duvidar da sua capacidade e pensa constantemente que está no quartil inferior e que tem gente muito mais qualificada do que você em qualquer ramo. Quando você começa a duvidar da sua própria capacidade, fica tudo muito mais difícil e você fica até com vergonha de mandar um currículo para aquela vaga bacana que pede 40 anos de experiência na NASA. Mas a realidade é essa e o capitalismo funciona assim. A empresa quer sempre te fuder e o máximo que você pode fazer é pleitear um KY para que a experiência seja menos desagradável. E claro que nem toda empresa é assim, estou obviamente generalizando. E cá estamos, mais de um mês depois, sem uma entrevista, uma ligação, um email, um nada. O que resta é achar alguma forma de passar o tempo livre, de preferência que não envolva a programação diurna da televisão. Driblar o ócio é tão difícil quanto arrumar emprego. Quiçá mais difícil.
Mas, como diria Kurt Vonnegut, so it goes...

12.5.09

I am the pwnage

Eu tava pensando outro dia em trocar de operadora de telefonia móvel. Sou cliente da tal de Claro há bastante tempo, mas tenho constatado que o aparelho que eu tenho é uma bosta e que o serviço é caro pra cacete.
Numa dessas análises, e dado que eu ando com uma certa vontade de começar a desenvolver pra iPhone, resolvi fazer uma comparação mais ou menos científica sobre os planos e preços. O resultado foi Tim em primeiro lugar, Claro em segundo e Vivo num terceiro distante, levando em consideração os preços dos planos, preços do iPhoney, serviços adicionais e coisa e tal. Dentro do tema, li hoje no G1 que o Brasil tem o SMS mais caro da América Latina. Nada surpreendente. Brasil não é o seu país latino americano médio. Corporações transnacionais inventaram até uma nova denominação nova pra região: ROLA (Rest Of Latin America, que é todo mundo menos o Brasil).
A justificativa das operadoras é que "o serviço de SMS é caro porque é pouco usado". I call bullshit nessa. Absolutamente TODO MUNDO sabe que todo e qualquer centavo que entra nas operadoras por conta das tarifas de SMS é puro lucro. SMS é puro lucro porque é transmitido por um canal de controle que, queira ou não, tem que estar lá de qualquer maneira. As operadoras aproveitam o tempo vago desse canal (limitado a 160 caracteres) para oferecer esse serviço. Disponibilizar SMS não custa nada para as operadoras: é só cobrar 20 centavos por SMS e cash in. Alguém fez um estudo sobre quanto custaria mandar 1 Mb de dados via SMS e proponho o mesmo exercício: 7490 mensagens SMS são necessárias para transmitir 1 Mb de dados, certo? Considerando um SMS a 20 centavos de real, daria a bagatela de R$ 1.498,00 para UM MEGABYTE de dados. O sujeito que fez o cálculo original perguntou pra NASA quanto custava transmitir 1 Mb da terra pro Hubble e vice-versa. O resultado da pesquisa dele (num país onde o SMS é mais barato, diga-se) foi: custa 4.4 vezes mais caro transmitir 1 Mb via SMS do que transmitir 1 Mb de dados para o Hubble. Que está longe. Tipo, no espaço.
Veja você o seguinte: uma estatística de 2007 mostra que são 500 milhões de SMS por mês no Brasil. Fazendo uma estimativa conservadora de, vá lá, 10 centavos por SMS, nessa estatística velha, temos, claro, 50 milhões de reais de receita de SMS por mês para as operadoras. Novamente: sem custo para elas! Vezes doze? = 600 milhões de reais. É claro que isso é apenas uma especulação... então vamos aos factos com os dados disponíveis:

Receita líquida da Vivo com dados no último trimestre de 2008: 379 milhões de reais (174.34 mi só de SMS).

Faltam números para a Tim, Claro e Oi nesse quesito, mas suponho que seja algo proporcional ao market share de cada uma. Se for o caso, daria o seguinte de receita de SMS por trimestre:

Claro: R$ 157.2 milhões
Tim: R$ 138 milhões
Oi: R$ 98.6 milhões

Especulação novamente, mas acho que esses números não devem estar tão longe da realidade assim, e se você quiser contestar meus números, a fonte é essa. Convenhamos que é um dinheirinho bom para uma coisa que não custa absolutamente nada pra eles (no sentido que não tem que haver nenhum investimento adicional para disponibilizar o SMS). Já que é pra evitar a comunicação direta entre humanos, é mais jogo trocar o seu pacote de SMS por um pacote de dados e mandar email.

22.4.09

Mikeyy & The Twitters

Muito bem. Todo mundo já sabe que alguns usuários do Twitter foram vítimas de um worm criado por um tal de Mikeyy. Tal worm, inicialmente, fazia com que as pessoas que acessassem a "Bio" dos infectados fossem infectados também. Desde então, o tal Mikeyy (do alto dos seus 17 anos) conseguiu um emprego, foi hackeado (mais aqui), criou variantes do seu worm e iniciou uma onda de outras variantes do worm feitas por terceiros. Deixando de lado a apelação que é a tal de exqSoft Solutions oferecer um emprego pra esse cidadão, as pessoas podem estar se perguntando: WTF? Como isso acontece? Entra em cena a buzzword do momento: Cross-Site Scripting, a.k.a XSS. Leitores mais curiosos podem estar pensando: "Foda-se você! Fala logo o que é essa porra de XSS e cut the crap!". Ok então. XSS é mais ou menos assim: você coloca código em uma página (ou link) onde você não deveria poder colocar e as pessoas que acessam essa página (ou clicam no seu link maligno) acabam executando esse código sem querer e, muitas vezes, sem saber. O problema, na grande maioria dos casos, tem nome e sobrenome: JavaScript. JavaScript é que nem uma motosserra -- se você usa pro bem, pode fazer aquelas esculturas de gelo maneiras, se usa pro mal, pode arrancar a cabeça de alguém. Tudo muito teórico, portanto vamos a um exemplo prático que, para efeitos dramáticos, colocarei --adivinhem-- numa tinyurl! Sigam esse link: http://tinyurl.com/c7rc27 e vejam o que acontece. Pode ir tranquilo, não é nada maligno, eu juro. Se você não tem NoScript instalado, uma janelina com os dizeres XSS Galore deve aparecer. Da mesma maneira que eu coloquei um pedaço de JavaScript em um link que abre uma janelinha de alerta, pessoas mais, digamos, motivadas, podem colocar um pedaço de JavaScript que roube sua sessão do Gmail, por exemplo. As possibilidades são tão grandes quanto a imaginação do meliante. O que o Mikeyy fez foi basicamente isso. Colocou código onde não deveria, o Twitter não barrou e todo mundo que clicou nas Bios infectadas executou o código que ele escreveu. No final das contas, milhares de pessoas estavam twittando seu amor pelo DailyStalk.com. Vergonha para o Twitter que não barrou um ataque conhecido desde a idade da pedra, de simples resolução e que foi perpetrado por um moleque de 17 anos que disse que o fez porque estava "entediado". E shame on you que ainda não instalou o NoScript e sai clicando em tinyurls sem a devida proteção. Aposto que não foi isso que sua mãe te ensinou. Para os mais interessados, vejam que o lance é bem elaborado há muito tempo nesse paper. Recomendo também essa apresentação do Mike Andrews no quartel-general do Google.

20.4.09

Once again, with feeling!

Porra. De novo, twitter? Não aprenderam nada, pelo visto. Twitteiros, NoScript NOW!

18.4.09

tinyurl of DOOM

Como se não bastasse toda a problemática com os servidores de DNS discutida anteriormente, o problema de cross-site scripting que afetou o twitter e o facto de a grande maioria das pessoas ser simplesmente clueless, ainda temos a proliferação insana e perigosa de links espremidos via tinyurl e afins. Qual seria o problema, você pode perguntar, de usar os serviços que ajudam milhões de humanos a conseguir cumprir o limite de 140 caracteres do twiter? Não vou nem entrar no mérito da utilidade do twitter e no incompreensível limite de 140 caracteres.
O problema dos url shorteners são mais de um, na verdade. O correto seria "os problemas". Um deles é que, na grande maioria dos casos, as pessoas clicam num http://tinyurl.com/xpto sem a menor noção de onde vão parar.
Existem soluções pra isso, mas pouca gente conhece e pouca gente usa. E, dado que o twitter nada mais é do que um concurso de popularidade, muita gente sai clicando em coisas que foram postadas por pessoas que nem sempre são, digamos, sensatas e atentas. Imagine a cena: estou seguindo 1000 pessoas no twitter, 5 delas foram infectadas por um worm que gera um link tinyurl e eu penso -- "Ora, se esse pessoal todo está postando a mesma coisa, deve ser legal!" , clico no link e vejo um lolcat engraçadinho que na verdade está me infectando também nos bastidores. Se as pessoas não prestam nem atenção no conteúdo dos links nomais, imagine se vão prestar atenção nos links gerados pelos tinyurl da vida.
Não levo em consideração nem problemas de performance, possíveis colisões nos links gerados, problemas no serviço propriamente dito (o tinyurl não tem o melhor histórico de preocupação com segurança). O problema mesmo é a confiança que as pessoas depositam em um link que elas nem sabem onde vai parar. Uma coisa é clicar no http://hackme.ru/destroy.js, outra coisa é clicar em http://tinyurl.com/2038c. Como a internet é terra perigosa, sugiro:
Firefox + Greasemonkey + Tinyurl Decoder (decodifica as tinyurls e mostra onde você vai parar)
Firefox + NoScript (bloqueia javascript, java, flash e outras coisas malignas)
Portanto, antes de sair clicando nesses links malucos, preste atenção, dummy.